E que atire a primeira pedra quem nunca chorou uma perda, fosse ela de um parente, de um amigo, de uma chance, ou de um amor. Ah, o amor, esse sentimento que se apossa da gente e nos faz ficar devotos da coisa amada.

Quem nunca chorou noites inteiras,com o coração dilacerado e o peito arfante? Quem nunca pronunciou o nome de seu amor em voz alta, mesmo sabendo que não seria ouvido? Quem nunca se olhou no espelho, depois daquele término, e se perguntou “e se?”? Quem nunca pousou a mão no peito e suspirou de saudade?

E pense em tudo isso carregado com a peso da perda, com a intensidade do fim?!

Mas é preciso pensar que, em algumas vezes, aquilo que passa não esta perdido. A vida tem um jeito estranho de agir. E assim meio do nada, a gente caminha dentro da própria solidão, faz da dor a casa segura, faz das lágrimas uma lavagem das emoções.

Perder é uma palavra pesada, prefiro dizer que o que acabou durou o tempo certo para ser lembrado; e o que fica, mesmo causando dor, são memórias maravilhosas de momentos passados. Perder não cabe no turbilhão que é vida, mas cabe dizer obrigada a tudo o que foi vivido, ainda que tenha causado feridas.

Lamente sim, chore também, a vida permite essa dor. Mas não lamente para sempre, pois todo fim abre espaço para o novo, seja ele um sentimento, um amigo, uma possibilidade, ou um outro amor.

 

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Mariah Alcântara
Mariah, escritora, sonhadora e apaixonada pela vida. Escrevo desde os 15 anos, comecei com devoção por poesia e depois crônicas e contos (minha paixão). Faço parte de alguns projetos literários importantes, entre eles a Roda de escritores (que hoje tem outro perfil de trabalho) e Escritores da Era do Compartilhamento. Acredito que o sucesso vem com trabalho, e trabalho com amor gera sucesso.

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