Poupe-me dos seus monossilábicos. Poupe-me do seu jeito amador em me amar só quando o seu bel prazer grita meu nome.

Estou cansada de você liberar seu grito e virar para o lado enquanto a minha alma grita por um arrepio em minhas costas. Tô farta das suas frases de efeitos copiadas do manual de como enganar um coração que insiste em ser seu. A sua falta de sensibilidade poética não permite entender que palavras não podem expressar o que um beijo na testa constrói. Seu carinho faltou. E a minha vontade de insistir na sua falta de profundidade minguou junto com as lágrimas que corriam pelo meu oceano de não entender o porquê.

Você não sabe e nem saberá, já que é incapaz de ler o que lhe escrevo. Esta não é uma carta de amor como todas as outras que insistiam em o ter como destinatário. Esta é uma carta de amor próprio. Do amor que guardei para me mostrar. Da fala imensa e sincera de alguém que pode até o amar… Mas que não gosta mais de você.

Não gosta do sua fala contida e muito menos do seus jogos egoístas e mesquinhos. Cansei das suas palavras nulas. Do seu silêncio que me provoca uma série de sentimentos que eu não quero ter. Quero um mar de amor e você não me oferece uma mísera gota. Só tempestades em copos d’água e um riso falso me chamando de “flor”. Quero poemas enquanto você só me oferece uma mensagem forçada de “Saudades” as duas da manhã de uma quarta-feira inusitada de solidão. Quero beijos que me roubem os sonhos e que me deem textos trabalhosos.

Chega do seu planeta monossilábico! Sou imersa na minha verborragia. E por ela, espero romances que o seu jeito de ser jamais vai poder me doar. Quero amor… E não apenas companhia. Sopa de letrinhas em vez de palavras vazias.

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Natália Rezende
Um ser amor. Acredita em contos de fadas e em todos os mundos mágicos do universo das palavras. Das mais certas, mas também possuí incertezas. Um pouco louca. Escreve e sonha.