Crônicas

Solidariedade – sua consciência, suas atitudes.

  Ao andarmos pelas ruas da cidade podemos realmente perceber do que o mundo é feito e do que ele é composto. Existem necessidades, carências, sofrimentos e inúmeras mazelas camufladas em uma utopia de uma comunidade feliz, mas não generalizando, para esse assunto não ser levado para novos extremos, falarei sobre a solidariedade.

 Afinal, o que seria essa tal de solidariedade? Uma responsabilidade mútua? Uma obrigação coletiva? Deixando de lado essas perguntas retóricas e explicando de uma maneira mais clara: “talvez a solidariedade seja cada cidadão poder ajudar o próximo sem se preocupar com o ônus como retorno”.

 Temos vários exemplos de solidariedade nas fábulas de Esopo, como na do leão e o rato, onde o rato depois de ter sua vida poupada pelo leão acaba o salvando dos caçadores. Também é possível perceber exemplo desses fatos em passagens bíblicas, inclusive uma que me chamou bastante atenção é a do bom samaritano: “Havia um homem que viajava de Jerusalém para Jericó, e no meio do caminho ele foi espancado por bandidos, deixando-o assim gravemente ferido. Então apareceu um sacerdote e logo após um levita, ambos passaram para o outro lado da estrada e não o ajudaram, lembrando que estes eram servos religiosos. Esperavam-se deles que fossem praticantes da palavra de Deus, pois a conheciam. Eles sabiam o que tinham que fazer, no entanto resolveram seguir adiante, sem se preocupar com o homem ferido. Que falsa religiosidade, não? Um tempinho depois apareceu um samaritano, um homem bom, mas que era considerado pelos judeus uma pessoa indigna, impura, de má qualidade, pois eram inimigos. Só que o samaritano parou e resolveu ajudar aquele homem ferido, sem pensar nas consequências que aquele ato o causaria, este samaritano cuidou das feridas do viajante e deu todo o dinheiro que tinha para que uma outra pessoa cuidasse do pobre homem, e assim o samaritano seguiu a sua jornada, mostrando que status não vale nada”.

Sem querer contradizer tudo o que eu disse até agora, eu não me considero o bom samaritano, nem tão pouco o sacerdote ou o levita. Acredito que as minhas atitudes sejam como a do rato, da fábula citada acima, pode parecer uma visão egoísta, mas, na verdade, quem é o meu próximo? É deprimente ver crianças e pessoas com necessidades especiais pedindo esmolas no meio da rua. Existem inúmeros programas, projetos e políticas públicas, tanto governamentais como de entidades de assistência social e de integração. Prefiro ajudar Igrejas e outras instituições que fazem obras beneficentes. Mas cada caso é um caso e eu não quero generalizar, afinal nada generalizado tem bons efeitos.

Enfim, sem querer destruir a ideia central do texto, temos que acreditar que podemos melhorar a vida de alguém em simples gestos de solidariedade, pois temos o direito divino de ser amado e são esses pequenos gestos que podem mudar e muito o futuro de alguém e até mesmo o seu. Sem falar que esses atos podem dar sentido a nossa vida. O que eu estou tentando dizer é que não há coisa melhor do que praticar o bem, se livrar da vaidade e ter a satisfação de ter feito a vida de alguém feliz.

Pedro Livio Xavier

Estudante de Direito, palmense sobrevivente, apaixonado por séries e pela cerveja Heineken. Tem o péssimo hábito de competir com ele mesmo o tempo que leva para chegar aos lugares, pra ver se ultrapassa seus recordes. admirador pela simplicidade da natureza, pois acredita que a positividade da vida se encontra nessas pequenas coisas. No meio disso se perde entre a folha de word e sua mente bagunçada.

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