Maturidade é uma parcela da vida que algumas músicas constroem na gente. Por este motivo, leia ao som de…

Fiquei um tempo sem querer falar da vida. Era uma das minhas fugas mal resolvidas. Mas nada adiantou. O mundo estacionou. Mas essa distância me fez querer voltar. Voltar a ser criança. Colo de mãe. Abrigo de irmão. Laços mais fortes que se fizeram.

Porém, só me resolvi ao assumir o que queria, depois de ouvir “mil nãos” e não desistir do que vim fazer aqui. Foi bom poder sentir saudade de tudo e deixar acontecer. Foi bom voltar a ter vontade de ser o que sou, e um pouquinho mais ética. Foi bom pra ver na lupa das ausências o que realmente era de verdade. Desaprender meus status, pra voltar a ser como antes.

Não quis me afastar de muitas pessoas e jeitos. Mas, tá tudo bem agora entender que tem incansáveis batidas em portas que cansam. Talvez vocês nem saibam, mas o que foi feito me ajudou a ser melhor só hoje eu vejo isso. É que lá atrás não entendia as coisas, que cada um tem seu tempo, escolhas e suas vivências. E eu só penso em respeitar.

Então, vamos viver porque tá tudo bem! A página virou, o assunto tá resolvido, e isso tudo já é folha velha no esquecimento, o papo já é outro. E vamos tirar onda de tudo que rolou. Como se nada tivesse acontecido. Acho que deve ser assim que gente “sem maturidade” vive.

Como escritora, só sinto necessidade de um próximo capítulo. E o sentir mais amplo do meu espírito é que estamos no começo de algo muito bom, que não precisa ter nome. Pois, pela janela do meu quarto vejo a luz do sol e o colorido das flores. E pela janela da minha alma, vejo a beleza e a intensidade do que está em mim para uma eternidade sincera: fé.