Hoje eu tenho uma péssima notícia pra você que é adepto do egocentrismo: já foi comprovado cientificamente que NÃO, você não é o centro do universo, aqui não é o seu reino e ninguém nasceu pra ser sua plateia.

 

Ao mesmo tempo que as mídias sociais criaram pontes de acessos que aproximaram pessoas do mundo inteiro, elas também despertaram em muitos o desejo intenso de ascensão à fama repentina. Ser conhecido e aclamado no mundo digital tornou-se obsessão entre milhões de pessoas.

 

Nunca houve uma geração tão centrada no próprio ego, com a única finalidade de aparecer. Pessoas que não se importam em passar em cima dos próprios princípios, nem por cima de outras pessoas, desde que isso as leve para o meio dos holofotes.

 

E para serem o centro das atenções e conseguirem se destacar em meio a essa constelação tão pobre e apagada vale de tudo, desde a disseminação diária de mentiras de uma vida inexistente, exposições desnecessárias da própria imagem até a postagem de fotos de pessoas moribundas, morrendo a míngua, com a legenda “deixe seu amém e me siga para que Jesus faça um milagre na vida dessa pessoa”, afinal “quem é de Deus curte, quem é do diabo só olha”.

 

As pessoas nunca se rebaixaram tanto por um simples like.

 

Até mesmo nos atos de caridade é possível verificar a autopromoção. Está cada dia mais difícil ver a bondade em sua essência. Sempre existe uma foto ou um vídeo para que as pessoas vejam o quanto você é bom, o quanto você é demais, o melhor, o caridoso, o diferentão. Sabe, não há problema algum em mostrar e inspirar outras pessoas, porém se você faz isso com intenção de se enaltecer, em ser ovacionado e mostrar o quanto você é melhor que os demais, preciso lhe dizer que você está errado e sua bondade não está valendo nada.

 

Não é difícil compreender essas artimanhas para obter visualizações, afinal o que está em alta é a aparente popularidade. E esse desespero em busca de seguidores, curtidas, essa importância exacerbada com volume, faz com que as pessoas se afastem cada vez mais do mundo real. Ninguém se mostra em sua exatidão, ninguém se permite mergulhar para conhecer outras pessoas na totalidade, pois tudo não passa de aparência, não existe uma preocupação com a qualidade nas relações, mas sim na quantidade que elas somam.

 

Esses são traços de quem está cada dia menos integrado com o mundo real, de quem está constantemente cheio de carência que precisa ser suprida pela manifestação de interesse e aceitação alheia, de quem acha mais importante tirar e postar uma foto da comida no prato do que alimentar-se dela.

 

Em um mundo de vidas inventadas por trás das telas dos computadores e celulares, de frases postadas e felicidade irreal, ter amigos de verdade para abraçar e olhar nos olhos é uma dádiva. Estamos abarrotados de pessoas o tempo todo, mas a grande verdade é que nunca estivemos tão solitários.

 

Fama e notoriedade passam, são superficiais e não ficam na vida da gente. Precisamos desviar nossos olhos das telas e começarmos a olhar a nossa volta, darmos mais atenção para nossa família e amigos, pois eles serão aqueles que ficarão ao nosso lado até o fim. Precisamos rir mais, abraçar mais, sentir mais, sair do virtual e viver aquilo que é real, antes que tudo acabe.

 

Pense, viva, compartilhe e seja muito feliz!

 

 

Deixe Sua Opinião Ela é Importante Para Nós

SHARE
Previous articleConfissões de um coração
Next articleO sabor dos sentimentos
Mateus Adriano
“Acredito nas palavras, como alguém que acredita em milagres. Elas me salvaram por mais de uma vez, e eu, com coração grato, irei anuncia-las com todo meu amor.”

2 COMMENTS