Eu nasci. Sou negra. Sou guerreira. Sou branca ou caucasiana, de olhos de cigana dissimulada. Posso ser estrangeira ou brasileira, mas, o mais importante é que sou mulher, sou única.

A filha do sol e da lua, bela dama ou mestra das façanhas. Emano sabedoria, de noite e de dia. Protejo minha cria a todo instante. Advogada, policial, médica, professora, mãe, namorada, amante, prostituta ou transexual: mereço respeito e essa é uma afirmativa que não deve ser questionada.

Uso saia ou short curto, o meu belo corpo pertence somente a mim, ninguém tem o direito de tocá-lo, maltratá-lo, profaná-lo, a não ser que eu permita.

Minhas palavras podem mover multidões, sou uma Madre Tereza ou mesmo uma implacável guerreira como Joana d’Arc.

Posso povoar toda a Terra, mas esteja ciente, esta não será jamais minha única responsabilidade, posso desejar ser uma árvore sem frutos, mas detendo em meu cerne o poder para curar feridas ou construir fortalezas.

Sou mulher, sou Athena sou Maria. Sou forte, e não se atreva a me desafiar, posso exércitos derrubar e fazer histórias mudarem.

Em meu peito carrego o fogo, em minha mente a sabedoria e em meus lábios a voz que emana: “Equidade, venha e destrua a hipocrisia”.

Ygor Phelipe

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Ygor Phelipe

Um sonhador, um homem de mil faces, de milhares de heterônimos e com uma missão: dar vida aos sonhos por intermédio das palavras. Poeta, romancista e apaixonado por livros, histórias e pelas viagens que elas proporcionam.