Avanço ou retrocesso?
Modernidade em ordem e progresso.
Valores corrompidos dissertam o nosso regresso.
velocidade máxima, status “ON”, nossas mentes dispersas.

A vida ganha cores e menos sabores, o light ganha forma e o vazio credores.
A moda idealiza, são os sensores, o que vale é o agora, esfriando os nossos amores.
Aliás, hoje são curtos, descartáveis e o problema não é seu! Nem meu.
Verdades são relativas definidas pelo próprio eu.
No “eu sou” meu próprio Deus, traços de um ateu…
Vai rezar pra quem quando a luz se tornar breu?

Vivendo no limite? Não! No extremo.
Se tornando máquina ou algoz de sí “memo”.
Subterfúgios? Os vícios e os venenos.
As drogas amenizam os erros que cometemos.

Com tecnologia tudo se conecta, o lema é sem fronteiras, porém sem néctar.
O que nos aproxima hoje desconecta, mas não há problemas se o Brasil for hexa.
Né?

Sinais de cansaço, esforço, limitações.
Inseridos no olhar o peso das frustrações…
Males e confusões, afogado em depressões…
Somos escravos de nossas próprias ilusões.

Versáteis, temporais, promíscuos, atrelados a desejos carnais, contraditórios e amorais…
Qual é o preço pago por essa falsa paz?

Estou vivo, mas não me sinto vivo.
Descortinei o véu enxerguei o abismo.
Excessos, já não sei o que quero, não sei se sou light ou se a vida que é zero.